17.7.15

Culto aos padrões,Bailarina do Faustão..

17.7.15
 
Na análise de Locke sobre propriedade me deparo com o século XXI. Para ele o corpo é propriedade singular de cada indivíduo, fátuo, cada um manda em seu corpo. Mas, analisando a sua teoria (quase que obvia nos dias de hoje) olhando pela fechadura da ditadura da beleza, me pergunto se esses corpos são propriedades particulares ou se são propriedades unificadas, de mesma ideologia e estrutura? Os corpos hoje agem como Estado Natural ou como Estado pós-contrato? São corpos capitalistas (do mais mais mais mais mais mais, do mundo aparente) ou corpos comunas (dos iguais)?

Recentemente a página da rede Globo postou nas redes sociais a seguinte frase: “O concurso 'Bailarina do Faustão' tem mostrado a diversidade da beleza da mulher brasileira. Gatas para todos os gostos.”, o engraçado é a imagem que acompanhou o comentário: mulheres loiras, barrigas tanquinho, músculos em processo de trabalho, bundas e peitos avantajados!
(Momento sorriso) (Momento choro)
Percebe-se como a ditadura capitalista da beleza tem criado robôs, produtos duma mesma estante de supermercado, síndrome do embonecamento (talvez sejamos vendidos dentro de embalagens rosa a possíveis seres futuros). A alienação, que envenena de forma silenciosa e vai matando com ações concordativas do cadáver.
As pessoas se sentem bem em ir a academia, dizem estar pela saúde, (torno a repetir: não nego o direito “autoral”, ao auto-martírio em marombas, as drogas nos músculos, todos devem agir conforme seu corpo pede), mas será mesmo que é o corpo que está pedindo? Ou é a massificação e enraizamento do culto aos padrões que já está tão proliferado, que faz com que acreditemos? Nós não pensamos mais, alguém pensa por nós? Pra onde vão os gostosos? Porque ser gostosa? Porque será que as academias tão ganhando milhões e milhões?




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